O Funk da Capital Federal por Wilma Magalhães

O Funk da Capital Federal

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Com álbum autoral, MC Bockaum compartilha o palco com importantes nomes da cena do Funk Brasileiro

O primeiro contato de Anderson Azevêdo Gonçalves, MC Bockaum, com o meio musical veio por outro gênero: o pagode. Bockaum conta ter visto no funk uma forma mais simples de seguir seu projeto de vida livrando-se de todo o trabalho necessário para manter uma banda com muitos integrantes.

Atualmente, possui músicas gravadas com Mr. Catra e várias de suas composições circulam pelas mãos de grandes nomes do funk nacional como DJ Marlboro – que em seu programa de rádio toca músicas de Bockaum – e Denis DJ.

Apesar das dificuldades de se viver em Brasília e fazer funk, Bockaum montou uma extensa rede de relações com funkeiros cariocas, que frequentemente o convidam para subir ao palco quando fazem shows em Brasília. Pode-se dizer que nas composições e clipes de Bockaum, em vez de se reiterar um pertencimento à “periferia” – o que não faz parte da realidade vivida por este músico habitante de Águas Claras – surge um discurso tanto musical quanto imagético que faz referência à Brasília por meio de seus pontos turísticos.

Esta característica fica clara, por exemplo, na música “Lago Paranoá”, de Bockaum e Mr Catra. Outra canção que deixa claro o “local de fala” de Bockaum é “Salgueiro VS. Brasília” interpretada por ele em parceria com o MC Menor do Chapa.

Além dessas, Bockaum reúne em seu álbum as autorais Vem Pra Ser Feliz, Baile da Favorita (Bota pra Ferver), Estonteante, Marquinha Linda, Musa da Ostentação e Papai e Mamãe.

O que fica claro pela descrição do artista é que a produção de funk em Brasília parte de vivências distintas das observadas entre a maior parte dos funkeiros cariocas e paulistas. Não há, tanto na trajetória de Bockaum quanto no discurso de suas músicas, um imaginário de pertencimento às “cidades satélites” ou ao “entorno” do Distrito Federal. Apesar disso, estes signos vêm à tona de forma complexa quando pensam a que público se dirigem enquanto funkeiros e as transformações que o gênero musical tem sofrido ao longo dos anos. “Eu não tenho esse tipo de problema [se apresentar na periferia], mas eu sei que o público da periferia não é o meu público alvo, não porque eu quero, mas porque são vertentes diferentes dentro de um único estilo que é funk” – MC Bockaum.

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