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TCE abre investigação para apurar compra de 3.000 respiradores pela gestão Doria

A compra foi feita de fabricante nacional, mas o prazo de entrega era bem maior do que o obtido pelo Estado de São Paulo com o fornecedor chinês.

A empresa que intermediou a compra do governo de São Paulo, a Hichens Harrison & Co., tem origem britânica, com sócios brasileiros e escritório no Rio.

Os sócios brasileiros são Pedro Moreira Leite, que foi vice-presidente do conselho fiscal do Flamengo, e Fabiano Kempfer, que atuou no Ministério do Trabalho na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Por conta de nossos acordos de confidencialidade pedimos que faça contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde “ declara Pedro

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da compra realizada pela gestão João Doria (PSDB) de 3.000 respiradores da China, sem licitação, a um custo superior a R$ 550 milhões. A compra realizada em caráter emergencial, devido à pandemia do coronavírus, já é alvo de uma apuração em andamento pelo Ministério Público Estadual.

A nova apuração foi determinada pelo presidente do TCE, Edgard Camargo Rodrigues, atendendo a representação do senador Major Olímpio (PSL), e busca apurar eventuais irregularidades no procedimento e, também, verificar se o preço pago pelos equipamentos está acima do praticado no mercado internacional.

De acordo com a própria gestão Doria, o governo paulista pagou US$ 40 mil por unidades ventiladores pulmonares, ou cerca de R$ 224 mil a unidade (incluindo frete), em 2.000 das 3.000 aparelhos –outro tipo de equipamento, mais barato, saiu por U$ 20 mil a unidade.

O gasto com respiradores pelo governo paulista é acima do de outros modelos de ponta, com preços na faixa de R$ 60 mil a R$ 145 mil, encontrados pela reportagem e informados por fontes no mercado.

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