Com que Roupa Eu Vou

A tradição das cores na festa de Réveillon

Maria Eugênia Cerqueira, autora do livro “Feliz Ano Novo – Faça Tudo para Consegui-lo” e criadora do Portal Amantes da Vida, explica os significados de um dos rituais mais tradicionais no final de ano

Em busca da felicidade, meta de todos, independentemente de idade, sexo, raça, credo ou profissão, cada pessoa adota um caminho. Uns, legam ao acaso do destino o desenrolar dos acontecimentos, outros tentam “dar uma mãozinha” à eterna batalha pela sobrevivência e pelo amor. Nos rituais de passagem de um período para o outro, ou seja, no Ano Novo, independente da época em que é festejado, por todo o mundo, usar roupa nova é quase uma unanimidade.

Maria Eugênia Cerqueira, autora do livro Feliz Ano Novo – Faça Tudo para Consegui-lo, da editora Cultrix/Pensamento, explica que a roupa íntima é a mais próxima do corpo e a que se veste primeiro, assim, ao menos a “roupa de baixo” deve ser nova. Neste ato está contido o sentido de renovação, além, claro, de ser agradável usar uma peça “brand new”! Se usadas, ao menos as melhores vestes sairão do armário: como se passa o Ano Novo, assim será todo o resto, pensam os russos, os malásios e os líbios, nas comemorações do Alaid Alkabir.

Cerqueira, que também é uma das fundadoras e colaboradoras do Portal Amantes da Vida (www.amantesdavida.com.br), afirma que as cores também adquirem um caráter especial nesta época. Três são as prediletas: vermelha, amarela e branca. “Vale lembrar um pouco nossas aulas de física: os corpos, a menos que sejam eles próprios fontes luminosas, limitam-se a transmitir sensações coloridas. Quando vemos algo vermelho, estamos recebendo de volta raios luminosos desse comprimento de onda, refletidos e não absorvidos pelo objeto. Portanto, a cor ‘vista’ é a que foi devolvida em determinadas condições”, diz.

Note-se, então, que as cores provocam reações, independente ou até contra a vontade do indivíduo, tendo influência no humor, no bem estar e, claro, no comportamento das pessoas.

Este conceito já está amplamente comprovado no meio científico e sabe-se que quando optamos por um certo tom, escolhemos o filtro através do qual nosso corpo será tratado na cromoterapia.

A partir disso, Maria Eugênia esclarece o significado das três principais cores mais usadas nos rituais de final de ano:

Vermelho: é ligado ao sangue, à energia, ao calor, à força vital. O fogo criou o mundo e, presume-se, deve destruí-lo. O formato invertido da chama é atribuído ao coração, órgão que mantém a vida. Nos cultos cristãos, o vermelho corresponde à chama do amor divino, ao Espírito Santo. Assim, por que não usar ao menos uma fitinha, um detalhe desse tom?

Amarelo: Chacra do plexo solar, do amor- próprio, da autoconfiança, essa cor, assim como o vermelho, é símbolo do amor, associado à palavra, à luz e sabedoria. Ao leão, por sua cor, audácia, coragem e potencia de voz, foi atribuído o título de rei dos animais. Cor do sol e do ouro é prenuncio de abundância.

Branco: de uso tão comum entre nós nas festas de final de ano, é o símbolo da própria luz, emblema da divindade máxima. Resultado das sete tonalidades do prisma reúne em si a multiplicidade de todas as cores que vemos. Para os budistas, cor do autodomínio, surge nas auréolas dos santos e nas vestes papais. O branco é o próprio Deus, que ilumina o mundo e o espírito.

“Para se ter uma vida plena, precisamos obter êxito em vários aspectos, assim, fica a dica: que se embaralhem as cores nas roupas, adereços e detalhes vários, trazendo sorte e felicidade”, sugere Maria Eugênia.

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