Chipre por Juliana Borges

A bandeira azul e branca da Grécia está por todos os lados, mas não estamos na terra de Zeus, e sim em solo da deusa do amor, Afrodite. Durante o verão, as praias da ensolarada ilha de Chipre se enchem de festas, tão fascinantes quanto a história turbulenta deste pequeno país localizado no leste do mar Mediterrâneo. Por ali, Ares, o deus da guerra, também marcou presença, numa série de invasões estrangeiras.

Elas começaram na Antiguidade com os gregos, que foram sucedidos por romanos, venezianos, otomanos e ingleses. Hoje, parte da ilha está sob domínio da Turquia No sul, com quase 60% do território, estão os cipriotas de origem grega – daí as bandeiras. Ao norte ficam os cipriotas turcos da República Turca do Norte do Chipre, instalada em 1974 após a invasão dos vizinhos, condenada pelas Nações Unidas.

Qualquer caminhada pelo centro antigo da cidade acaba levando à Linha Verde, que guarda a zona desmilitarizada. Há pouco patrulhamento, mas é bom prestar atenção nos avisos de não tirar fotos. O local passou por reformas seletivas recentemente. Casas de pedras charmosas e galpões restaurados estão ao lado de terrenos baldios com edifícios em ruínas, em típicas cenas de zonas de guerra.

Espuma do mar

Apesar do passado bélico, Chipre é o berço mesmo de Afrodite. Diz a lenda que a deusa do amor, da beleza e da fertilidade nasceu da espuma (aphrós, em grego) do mar e foi levada em uma concha até a praia hoje conhecida pela Rocha de Afrodite, no distrito de Pafos, no sudoeste da ilha.

Na verdade, são duas praias, divididas por imponentes formações rochosas. Uma tem areia preta lisinha, e a outra é feita de pedras redondas. Como banhos de mar não são recomendados por conta das fortes correntezas, a melhor hora para visitá-las é no fim da tarde, para ver seu espetacular pôr-do-sol.

Mas o que mais atrai os jovens turistas europeus a Chipre são as baladas noturnas do lado sudeste da ilha, na cidade-resort de Ayia Napa. Quem brilha é Nissi, um dos cartões postais do país: são duas praias que se encontram na areia, separadas por uma pequena colina. No verão, as festas começam durante o dia e se estendem noite adentro pelos inúmeros clubes da região.

Também nos arredores fica uma série de cavernas marinhas inusitadas e a Ponte do Amor – um arco de rocha naturai na beira do mar, cenário de muitas fotos de casamento.

 

A Bandeira do Chipre é um dos símbolos oficiais do Chipre. A bandeira apresenta um desenho da ilha inteiro, com dois ramos de oliveira abaixo em branco. Os ramos de oliveira significam a paz entre os turcos e

por Juliana Borges / Jornal do DF

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