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Tibor Kovacs viveu ao lado de um conspirador. Era somente uma criança quando morava em um apartamento de pé direito alto, vizinho à residência da família Soros. Lá, no bairro de Lipotvaros, em Budapeste, também cresceu Gyorgy Schwartz, que mais tarde mudaria seu sobrenome para Soros para esconder suas raízes judaicas durante a ocupação nazista, e que hoje é considerado pelo Governo húngaro como inimigo numero um do Estado. O “responsável”, afirmam, por colocar o país sob o foco das instituições da União Europeia e de tentar “minar” sua estabilidade. O “culpado” pela crise migratória que balançou a Europa, resume Kovacs, de 75 anos, um homem de rosto afilado e língua ainda mais afilada. “George Soros não é húngaro, nasceu aqui como poderia ter nascido em outro lugar; se o fosse não colocaria em risco nossa herança e nossas tradições mandando para cá milhares de refugiados muçulmanos”, diz esse funcionário público aposentado.

O primeiro-ministro húngaro mobilizou as agências de inteligência para desmascarar o magnata. “A rede Soros, que luta para influenciar na vida europeia, deve ser exposta”, frisou o mandatário, que recebeu vários alertas de atenção da Comissão Europeia por seu viés autoritário

Por Wilma Magalhães – Direto de Brasilia #WilmaMagalhães

Wilma Magalhães

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