Por ‘farsa’ na Rio 2016, COB e ministro interino viram réus

O processo seletivo “foi uma farsa, um engodo, uma simulação”. Assim descreveu o Ministério Público Federal (MPF) sobre a contratação de uma empresa envolvida na candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

A acusação faz parte de uma ação recebida nesta terça-feira pela 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro contra o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o vice-presidente do órgão, André Gustavo Richer, e o ministro interino do Esporte, Wadson Nathaniel Ribeiro. Eles viraram réus no processo por improbidade administrativa.

O grupo é acusado de fraude na contratação da agência V&B Serviços LTDA, que traduziu o material de candidatura do Rio aos Jogos, pago com dinheiro do Governo Federal, através de convênio com o Ministério do Esporte. Também são acusados de participação dois servidores do Ministério, um gerente do COB e uma segunda empresa, a Primacy Idiomas LTDA.

De acordo com a denúncia, o grupo é responsável por desvio de mais de R$ 400 mil dos cofres públicos. Na ação, assinada pelo procurador Leandro Mitidieri, o MPF pede também que seja decretada a indisponibilidade dos bens dos acusados, num total de R$ 800 mil, além da perda dos direitos políticos e de receber incentivos fiscais por cinco anos.

Ex-secretário executivo, Wadson Nathaniel Ribeiro era interino do então ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., na época em que o repasse foi feito, em 2008. Todos os acusados negam as irregularidades no processo. O COB argumenta, também, pela prescrição das acusações.

 

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