Harmonizado com Juliana Borges

Belini o Drynk  do verão

Os verões entre as décadas de 30 e 40 foram inesquecíveis para quem morava próximo ao Harry’s Bar, em Veneza, Itália, um dos bares mais famosos do mundo. Porém, não confunda com o Harry’s New York Bar da França, que é 20 anos mais velho (fundado em 1.911) que possui coquetéis que entraram para a história. 

O Bellini foi criado no épico bar italiano, pelo bartender e fundador Giuseppe Cipriani, que homenageou o famoso pintor renascentista Giovanni Bellini, considerado um renovador do estilo veneziano, por causa da cor do coquetel que é semelhante às que usava em seus quadros. 

O coquetel originalmente feito somente no verão, pois era a época da safra do pêssego. Logo os grandes apreciadores deste bar e de sua criação, entre eles Charles Chaplin e Ernest Hemingway (de novo neste blog), tinham que esperar acabar o inverno para pedir o Bellini. 

Segundo Cipriani, um dos segredos para fazer um verdadeiro Bellini é usar somente pêssegos brancos; outra dica é dada por Maurice Graham Henry (citado por Cipriani no site oficial do bar) o pêssego branco deve ser ralado no ralador de queijo, para criar um “purê” de pêssego e se necessário adicione açúcar. 

Quando passaram a congelar a polpa do pêssego, sem perder muitas das características da fruta fresca, o coquetel pode enfim ser apreciado nas baixas temperaturas do continente europeu. 

Até hoje o Bellini é feito seguindo as dicas de Cipriani e Graham Henry, tornando o coquetel quase inalterado desde a sua criação. Uma das poucas mudanças foi a troca do copo Long Drink por taça Flute. 

Saúde!

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