Câmara Federal com Juliana Borges

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse que tem dúvidas se há erro na ação da Polícia Legislativa em verificar nos gabinetes dos parlamentares se há escutas ilegais através das varreduras. Ele assinalou ser atribuição constitucional da Polícia Legislativa a proteção do sigilo das informações dos parlamentares.

Rodrigo Maia questionou também a determinação, realizada por um juiz de primeira instância, da entrada dos policiais federais no Senado Federal, braço de um dos três Poderes do país. Segundo ele, se “um juiz em primeira instância pode autorizar a entrada no Senado”, poderia autorizar também a entrada no Supremo Tribunal Federal (STF), que representa o Poder Judiciário no âmbito federal, “ou pode autorizar na Presidência da República”.

Na sexta-feira, uma ação da Polícia Federal prendeu quatro policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Lava Jato e em outras operações.  A suspeita é que esses policiais faziam varreduras nas casas dos políticos para, por exemplo, identificar e eliminar escutas instaladas com autorização judicial.
“E segundo, no mérito, eu tenho muitas dúvidas se a ação da polícia legislativa estava errada, porque a Constituição preserva a informação, o sigilo, das informações do parlamentar”, defendeu Rodrigo Maia (foto  destaque)

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